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Como está o mercador de trabalho para brasileiros na Itália

Voo por aí
Torre de Pisa-  Dezembro 2015


Eu sempre recebo perguntas de pessoas querendo saber como está o mercador de trabalho para brasileiros na Itália. Por mais que eu tenha consciência de que a sinceridade nesses casos nem sempre é bem aceita, eu procuro falar sempre a verdade para essas pessoas, por que não acho justo que elas depositem suas esperanças em um País falido como está a Itália em termos de trabalho atualmente.

Fazendo uma pesquisa na internet, notei que existem muitas informações falsas sobre este assunto. Alguns blogs/sites chegam até a postar listas de empregos que estariam sobrando na Itália, quando na verdade os próprios italianos estão agarrando com unhas e dentes qualquer tipo de trabalho que aparece.

Basta acompanhar um desses grupos de Facebook  que oferecem trabalho, para se ter uma ideia do que estou falando.  CERCO E OFRO LAVORO A TORINO  (Use o tradutor)

Até meados de 2008, os brasileiros que desembarcaram na Itália em busca de um futuro melhor, trabalhando duro e usando a cabeça, conseguiram construir o seu pé de meia. As oportunidades eram muitas e ganhar em Euro era muito vantajoso, devido a desvalorização da moeda brasileira naquela época. Conheço gente que comprou casa, montou empresa e hoje vive tranquilo em uma bela cidade litorânea do Brasil.

Hoje a realidade é bem diferente: Com a chegada da tão falada Crise Econômica, que afetou não somente a Itália mas muitos outros países, muitos brasileiros que não tinham um emprego fixo ou uma vida estabilizada na Itália, foram obrigados a voltar para o Brasil e recomeçar do zero. É grande também o número de Italianos que deixaram a sua pátria para procurar emprego em outros países.


Mesmo diante dessa realidade, ainda tem gente que sonha em viver e trabalhar na Itália. Certamente não posso dizer que elas são loucas, afinal eu também me apaixonei por esse país lindo ao visitá-lo pela primeira vez.

  Mas afinal: É possível encontrar trabalho na Itália nos dias de hoje? Como está realmente o mercado de trabalho para os brasileiros.


Voo por aí
Local especializado na venda de café 

Antes de mais nada, tenha em mente que sem um Permesso di soggiorno, Cidadania Italiana e sem falar Italiano é impossível trabalhar na Itália. E que ter a cidadania Italiana não é garantia nada, pois a maioria (por fortuna não todos) dos italianos não aceitam um ítalo-brasileiro como cidadão Italiano. Dito isto, considere também que o visto de turismo, que são 90 dias corridos, não pode ser transformado em visto permanente, ou seja, para trabalho ou moradia. Considere também que o país tem um mercado de trabalho extremante exigente. Se você olhar um site de emprego como o Monster  por exemplo, (um dos mais famosos por aqui) verá que ofertas de emprego até tem, mas vá ver os detalhes e ficará surpreso; as exigências são veramente tantas. Mais surpreso ainda você irá ficar com o salário que pagam pra exigir tanto. 

 Ok, sabendo disto, observe também os tópicos abaixo e tire suas próprias conclusões:
  •  Se você tirou a cidadania Italiana, tem menos de 30 anos, uma excelente faculdade, reconhecida na Europa, com experiência comprovada na mesma área que estudou, fala pelo menos 4 línguas; entre elas Italiano e Inglês perfeitos, parabéns! Você  tem alguma chance de conseguir um emprego na Itália. Ah! você ainda vai ter que disputar a vaga com um Italiano Vero, que vai ter sempre a preferência na hora da decisão, como é justo que seja. Pra quem não sabe, assim como no Brasil nós temos o famoso jeitinho brasileiro, aqui também tem muito favoritismo. Então se você tem um amigo ou parente que já trabalha aqui, junto com todos os requisitos acima, suas chances são maiores.
  • Não esqueça dos prófugos; imigrantes escapados da Síria, que desembarcam aos montes todos os dias no sul da Itália. Devido a acordos entre países da União Europeia, eles tem preferência para vistos e trabalho.  Desse modo até os trabalhos mais simples como lava prato, limpeza, etc a preferência é pra eles. 
  • Tem também a questão da desconfiança, no caso de trabalhos domésticos por exemplo, nenhum italiano coloca um estrangeiro dentro de casa, a menos que alguém de extrema confiança o indique.
  • Para qualquer trabalho que você se proponha a fazer, tem que chegar sabendo, ( por isso todos exigem experiência comprovada). Não espere que alguém tenha paciência de te ensinar e espere você ficar pronto para começar. Aliás, paciência é uma palavra que não existe no vocabulário dos Italianos.
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  • Não basta saber ler e escrever Italiano, com esses verbos que são um caso a parte. Confesso que levei um tempo para aprender a conjugar alguns e as vezes até os próprios Italianos se confundem. Dependendo da região ainda tem os dialetos; línguas antigas locais que muitos dos próprios italianos não compreendem. Não bastasse tudo isso, você ainda precisa saber o bendito do Inglês, que é exigido na extra grande maioria dos empregos e indispensável para quem quer trabalhar com turismo ou atendimento ao público.
Conheço muitos brasileiros que dizem que Italiano é "facim", isso porque eles assistiam Terra Nostra e pensavam que o Raul Cortez falasse italiano. Tem ainda os que confundem a língua com o Espanhol e saem por aí falando Portunhol, crente que estão falando Italiano, (Esse foi um guia que encontrei no Rio de Janeiro na minha última viagem). hahahaha! Não é uma crítica tá gente, é só pra dá risada! :)

Conclusão: Não estou dizendo que é impossível encontrar trabalho na Itália e que ninguém deve tentar, afinal o sonho é seu e quem sou eu para dizer que você não pode realizá-lo.
Essa é somente a parte difícil e a situação mais provável que você irá encontrar ao tentar um emprego aqui nesse período. Lembre-se que existem as exceções. Tem brasileiros que ainda conseguem trabalhar e viver bem na Itália.  Se tiver alguém por favor se manisfeste, conte para nós a sua experiência aqui no país.

Quem tiver interesse em receber vagas de emprego publicadas nos  sites mais importantes da Itália, deixe o seu email aqui em baixo, que mandarei ofertas novas toda segunda. 


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Roteiro de 6 dias para explorar Roma a pé

Coliseu de Roma
Coliseu-Acesso principal


Roteiro:

 Dia 1- Palatino, Fórum Romano, Coliseu e Circo máximo 
 Dia 2- Pantheon, Castelo Santo Angelo, Praça Navona e Fontana di Trevi
 Dia 3- Vaticano: Basílica e Praça São Pedro 
 Dia 4- Museu Nacional Romano, Terma de Diocleziano e Praça de Espanha
 Dia 5- Museu do Vaticano, Capela Sistina e Fontana di Trevi.
 Dia 6- Ilha Tiberina, Trastevere, Boca da verdade, Jardim das laranjeiras, Praça Veneza.


Este artigo é parte do nosso roteiro de viagem em Roma e mostra como exploramos a cidade em 6 dias a pé, passando pelos principais pontos turísticos da capital italiana.

 Indecisos de onde passar o Réveillon este ano, eu e meu marido fizemos uma lista de várias cidades italianas que são mais visitadas nesse período, e como já fazia um tempo que falávamos de visitar Roma, aproveitamos essa ocasião.

O primeiro passo para darmos início a nossa exploração, foi elaborar um roteiro bem detalhado, incluindo os principais pontos turísticos da cidade. E já que havíamos pouco tempo e tantos lugares para visitar, tínhamos que achar um hotel bem centralizado, que ficasse entre os pontos de nosso interesse. Então escolhemos um hotel bem charmosinho em via Nacional, perto da Praça Veneza. Assim não precisamos alugar carro e usamos o transporte público pouquíssimas vezes.
Nossa meta era conhecer mais profundamente a cidade:  Visitamos Museus, praças, monumentos e percorremos algumas ruas a pé, observando cada detalhe que só a caminhada é capaz de proporcionar.

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Um detalhe muito importante é que o transporte público de Roma nesse período costuma ser lotadoooo, então melhor evitá-lo.

O segundo passo foi comprar um Ticket que dá direito a entrada nos principais museus e sítios arqueológicos ( Roma Archeologia card), que pagamos €23.00 para duas pessoas.

Bom, roteiro traçado, ingresso na mão, mochila nas costas, vamos começar:

Dia 1- Palatino, Fórum Romano, Coliseu e Circo máximo


Dia 1- Palatino, Fórum Romano, Coliseu e Circo máximo
Coliseu - Parte interna

Nesse primeiro dia, muito ansiosos para  visitarmos tudo, começamos dos pontos turísticos mais próximos de onde estávamos hospedados, que por sinal estão localizados bem perto um do outro. 

De manhã cedo fomos para o Palatino: Um dos Sítios arqueológico mais antigos de Roma. Depois para o  Foro Romano: Centro comercial, religioso e político da Roma Imperial, deixando assim a tarde inteira livre para visitarmos o Coliseu, que na minha opinião merce uma visita mais detalhada, afinal estamos falando do segundo monumento mais visitado ao mundo (segundo o ministério do turismo italiano). 
Percorremos as várias alas internas desse enorme monumento, palco de grandes combates entre gladiadores na época do império romano, depois subimos até o último degrau para admirá-lo lá do alto. 

Fechamos o dia com um ótimo jantar e depois a tradicional festa de  Réveillon no Circo máximo, com show de vários grupos famosos , bailarinos acrobatas, fogos de artifícios e tantas outras atrações. 

Dia 2- Pantheon, Castelo Santo Angelo, Praça Navona e Fontana di Trevi



Dia 2- Pantheon, Castelo Santo Angelo, Praça Navona e Fontana di Trevi
Castel Sant'Angelo - Entrada principal

Logo cedo passamos no Pantheon: Antigo templo grego, onde estão enterradas diversas personalidades ilustres, um deles é o pintor Rafael.

De lá pegamos um ônibus até o Castel Sant'Angelo, também conhecido como Mausoléu do imperador Adriano. O interior do castelo é encantador e ao mesmo tempo dá um certo frio na barriga, os muros antigos e quase secretos escondem várias alas com muitas subidas e descidas, que nos levam até um terraço, de onde se tem uma vista panorâmica da cidade.  

Saindo do castelo, seguimos a pé até a Praça Navona, que é sempre cheia de turistas, por ser  umas das praças mais importantes de Roma. Nessa praça está a famosa fonte dei Quattro Fiumi (Fonte dos Quatro Rios): Construída em 1651, a pedido do Papa Innocenzo X. 

 Para encerrar a noite, esticamos mais um pouquinho até Fontana Trevi. 

Dia 3- Vaticano: Basílica e Praça São Pedro


Dia 3- Vaticano: Basílica e Praça São Pedro
 Basílica São Pedro- parte central

Naquele dia o único monumento que conseguimos visitar foi a Basílica São Pedro. Por ser um dos lugares mais visitados de Roma, costuma ter filas realmente longas. Todo mundo quer entrar na Basílica São Pedro, que independente de religião, é uma grande obra arquitetônica que levou 120 anos para ser concluída, e durante esse período passou pelas mãos de grandes artistas como Rafael, Michelangelo e outros menos famosos. 

Ao entrar, a primeira coisa que se nota são as peredes e o teto decorados a mão em cores douradas (há quem diga que é tudo ouro). Na parte central onde acontecem as cerimônias religiosas, tem diversas esculturas importantes, assim como nos corredores laterais. No fundo tem uma pequena escada que leva ao subsolo, onde tem um vasto cemitério subterrâneo, com os túmulos dos Papas e outras pessoas importantes para a igreja católica. 

Terminada a visita já estava anoitecendo, mas ainda deu tempo passear um pouco na praça São Pedro, que também é muito grande e sempre cheia de turistas.

Dia 4- Museu Nacional Romano, Terma de Diocleziano e Praça de Espanha


Dia 4- Museu Nacional Romano, Terma de Diocleziano e Praça de Espanha
Ruínas Termas di Diocleciano

Quem gosta de história não pode deixar de visitar o Museu Nacional Romano. O mesmo foi criado em 1890 especialmente para recolher as antiguidades encontradas em Roma durante o período de modernização da cidade. Ainda nos dias atuais são encontrados objetos antigos debaixo do solo Romano, que são retirados para serem expostos neste museu.

Caminhar pelas ruas de Roma é como viajar no tempo, seja uma velha casa, ou qualquer escavação recente, cada angulo da cidade revela um pedaço do passado.
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Outro lugar que conserva grandes fragmentos do passado, são as Termas de Diocleziano. Nós passamos por lá para conferir esse lugar (ou pelo menos o que restou dele), 
que um tempo foi o maior Spa da era Imperial. O complexo termal foi dedicado ao imperador Diocleciano, em 306 e manteve-se operacional até 537. Hoje aloja a Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri e ainda parte do Museu Nacional Romano.

Dia 5- Museu do Vaticano, Capela Sistina e Fontana di Trevi


Dia 5- Museu do Vaticano, Capela Sistina e Fontana di Trevi.
Fontana di Trevi

Mais uma vez voltamos a cidade do Vaticano. Para não pegarmos fila, compramos a visita guiada com um dos tantos vendedores que ficam ali na praça São Pedro. Pagamos €40,00 a pessoa, para visitar o Museu do Vaticano, Capella Sistina e a Basílica São Pedro.

Antes de iniciar o percurso de visitação, o guia explicou um pouco sobre o que veríamos ao interno do museu e Capela Sistina, depois nos conduziu pelos 7 km de salas e corredores, onde são conservadas uma das maiores coleções de arte do mundo, acumuladas durante séculos pelos Papas. Além das obras de arte, os papas conservam também alguns presentes pessoais, como exemplo a camisa da seleção brasileira autografada pelo Pelé a Papa Francesco.

Camisa da seleção para papa francesco
Presente de Papa Francesco

A última e não menos importante visita foi na Capella Sistina, que não é grande, aliás a sua grandeza está mesmo no que ela representa para história da arte. Aqui está o trabalho mais importante e seguramente o mais dificíl de Michelangelo Buonarroti, que levou 4 anos para ser concluído.

Logo na entrada tem um monte de segurança, que passam o tempo todo organizando a fila para não criar tumulto entre as pessoas que disputam um pouco de espaço para poderem olhar a maravilhosa pintura de Michelangelo no teto. Para dar uma idéia da importância da capela; è lá que acontece o Conclave, (escolha do novo Papa), e muitas outras cerimônias oficiais do Papa. 

Depois de mais essa jornada de museu, decidimos caminhar um pouco pela cidade: Passamos por uma das avenidas mais glamourosas de Roma: Via Condotti, que ainda respirava clima de natal. Belíssima! Toda iluminada. 

E assim encerramos a noite mais uma vez  na Fontana de Trevi, um lugar perfeito para visitar a noite; cheio de cascatas iluminadas, lojas, bares, restaurantes, gente, enfim, tudo de bom!  


Dia 6- Ilha Tiberina, Trastevere, Boca da verdade, Jardim das laranjeiras e Praça Veneza


Dia 6- Ilha Tiberina, Trastevere, Boca da verdade, Jardim das laranjeiras, Praça Veneza.
Ilha Tiberina

No último dia decidimos fazer um passeio ao aberto. Que  para nosso azar, justo nesse dia chegou uma frente fria de congelar. Mas tudo bem! Quem viaja tem que está disposto a enfrentar tudo não é mesmo?  

 Começamos pela Ilha Tiberina: Um curioso pedaço de terra que se formou no principal rio que atravessa Roma, perto do Capitólio. 

 Ainda nessa região, resolvemos explorar o antigo bairro de Trastevere, um lugar com ruas estreitas em estilo antigo, cheio de restaurantes acolhentes e pequenininhos. E já que estávamos lá aproveitamos para degustar a cozinha local. Na minha opinião, um ótimo lugar para conhecer a vera cozinha Romana. 

A cozinha romana
Pratos da cozinha romana - região de Trastevere

Após o almoço fomos até a misteriosa Bocca della veritá, (boca da verdade em português), que fica ali perto. Mais tarde seguimos para o Jardim das laranjeiras: Um lugar bem alto, ideal para tirar fotos panorâmicas do Coliseu e outros monumentos da região.

De volta para o hotel, ainda paramos para admirar o por do sol na Praça Veneza, uma das praças principais de Roma, e que eu achei uma das mais bonitas também. 

E foi na Praça Veneza que terminou a nossa viagem. Uma viagem que mais do que nunca deixou saudades, vontade de ficar só mais um pouquinho e explorar cada canto da cidade que faltou conhecer. 


Arrivederci amici!
 Até a próxima viagem!


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Diário de viagem na Sicília - Com dicas de lugares e passeios imperdíveis


Estrada para o Valle dei Templi - ao fundo o Templo della Concordia

A primeira vez que visitei a Sicília foi em Julho de 2013, desde de então volto lá pelo menos 1 vez por ano. E como sou simplesmente apaixonada pela região, não poderia deixar de dar o meu pitaco sobre a mesma. No nosso diário de viagem de hoje, trago dicas de lugares e passeios imperdíveis que fizemos durante as últimas férias que passamos na ilha, em agosto de 2016.

A Sicília é a maior ilha do mediterrâneo, está localizada na região sul da Itália e sua capital é Palermo. Por lá passaram várias civilizações: Fenícios, Gregos, Romanos, Espanhóis, Árabes, etc, que deixaram como herança diversos templos, magníficos teatros e muita história pra contar. Mas se história não é a sua praia, a região também tem parques naturais, vulcões, montanhas, praias paradisíacas, lugares de tirar o fôlego, além de muitas atrações e passeios incríveis.

Durante o verão a Ilha recebe milhares de turistas, atraídos não só pela história e as belezas naturais do lugar, mas também pela boa cozinha siciliana, motivo de orgulho para os italianos e conhecida no mundo inteiro pela sua tradição e sabores genuínos. Quem nunca ouviu falar no Cannoli Siciliani, na Pasta alla norma e na Cassata Siciliana? Pois è, tudo isso vem da Sicília.

Nosso diário de viagem começa aqui:

Partimos de Turim, com destino final aeroporto de Trapani-Birgi. Chegando lá retiramos o carro que já havíamos alugado pela internet e seguimos para o centro de Trapani, uma linda cidade litorânea, onde nos hospedamos quase sempre, por motivos familiares mas não só, de lá temos acesso a muitas atrações importantes da Sicília. Alugando um carro você consegue visitar os principais pontos turísticos da região em dia. Pessoalmente considero a cidade um ótimo ponto base para quem quer visitar as Ilhas Égadas, as melhores praias da região e todos os lugares que citarei abaixo. Sem falar que a cidade tem muita vida noturna e é considerada uma das mais econômica da ilha.

Dia 1 - Passeio de barco nas Ilhas de Favignana e Levanzo


Passeio de barco nas Ilhas de Favignana e Levanzo
Porto de Levanzo

Compramos os ingressos para o passeio um dia antes em uma agência de turismo do centro, pelo valor de 40,00 Euro a pessoa. O passeio inclui: almoço, lanche, frutas, bebidas, inclusive vinho, a bordo. O barco sai do porto de Trapani ás 09.30 e volta ás 18.00.
As primeiras paradas foram em cala rossa e cala azurra (praia vermelha e praia azul), onde o barco ficou ancorado por pelo menos uma hora em cada uma, tempo mais que suficiente para nos jogarmos no meio daquele mar transparente, sob um sol de 40ºC, uma experiência realmente incrível!

A próxima parada foi em Levanzo; menor ilha do arquipélago de Égadas. A parada lá foi bem rápida, só o tempo de visitarmos o charmoso centro, com casinhas brancas de janelas azuis, tomar um café no único da ilha e dar um mergulho na calla fredda (um pequeno trecho de costa da Ilha).

 A última parada do dia foi em Favignana, (em português Favinhana ) ali o barco ficou ancorado o resto da tarde. Com bastante tempo a disposição, há quem preferiu caminhar pelo centro, onde tem várias lojinhas de artesanato, bares e restaurantes. Enquanto outros alugaram bicicleta ou moto para explorar a Ilha. Eu e meu marido preferimos estender uma toalha na areia da praia mais próxima do porto e curtir  mais um pouco daquele mar espetacular.

Dica de Favignana: Antes de deixar a ilha, experimente o famoso café al pistacchio no Bar du Marinaru, em frente ao Porto. É um café simplesmente delicioso! os turistas fazem fila para prová-lo.

Dia 2 - Trilha a pé na Riserva dello Zingaro


Trilha a pé na Riserva dello Zingaro
Vista panorâmica da Riserca dello Zingaro

A Riserva dello Zingaro é um parque natural protegido, que fica na pronvíncia de Trapani, ao qual si tem acesso  através de duas entradas: 1 pelo lado Sul, passando por Scopello e 2 pelo lado Norte, passado por San Vito lo Capo.

Chegando por qualquer uma das entradas vai ter um guarda, que te vende o ingresso, te dá um mapa e algumas informações importantes, e dali em diante você segue a estrada por sua conta. O ingresso custava na época 5,00 Euro.

O parque possui cerca de 7 km de comprimento, que podem ser percorridos por terra ou pelo mar. Quem decidir explora-lo por terra, terá de presente o contato com a natureza incontaminada e uma vista panorâmica espetacular; de um lado a imensidão do mar de diversas tonalidades de azul, do outro o verde da montanha, com várias trilhas que conduzem as Caletas (pequenos trechos de praia, distribuídos ao lungo do parque), perfeitas para fazer uma pausa durante a caminhada. Essa é a melhor coisa da Reserva, na minha opinião.

O percurso pode ser completado em pouco tempo por uma pessoa mais preparada fisicamente, mas se você não muito atlético, assim como eu, a minha sugestão é ir o mais cedo possível. Assim terá todo o dia para visitar o parque e aproveitar para descer em todas as caletas.

 Se estiver em dúvida por qual entrada começar, aconselho entrar pelo lado de Scopello, pois a vista de lá è a mais bonita: Logo na chegada podemos admirar a antiga torre de avistamento e a Tonnara di Scopello, um dos cartões postais mais importantes da Sicília.

Dica da Riserva dello Zingaro: Leve toalhas, roupas de banho, sapatos ideais para longas caminhadas, comida e água suficiente para todo o trajeto.

Dia 3 - Relax na Praia de San Vito lo Capo


 Relax na Praia de San Vito lo Capo
Praia de San Vito lo Capo

No dia seguinte a caminhada na Riserva dello Zingaro, decidimos relaxar na esplendida praia de San Vito lo Capo, considerada uma das praias mais bonitas da Itália. O mar é calmo e transparente, de cor azul que se confunde com o azul do céu. Avançando mar a dentro é possível caminhar ao longo pelos bancos de areia fina, até chegar na parte mais profunda, onde a água é tão límpida que é possível enxergar  o fundo mar. Durante o dia a praia fica lotada e para garantir um bom lugar nas barracas precisa chegar cedinho. O lugar é um verdadeiro paraíso para quem gosta de sombra e água fresca.

Quem está hospedado em Trapani pode fazer um bate e volta tranquilo para a praia de San Vito, pois a mesma fica só a 45 minutos de carro. A cidade de San Vito é pequena mas ao mesmo tempo encantadora. Quem tiver oportunidade, vale apena se hospedar lá por uns 2 dias, para curtir a noite no centro histórico, que é sempre lotado de turistas e ótimos restaurantes. Aliás, a cidade é conhecida também pela gastronomia. Passando por lá não deixe experimentar o cous cous de peixe, prato típico Siciliano que deu origem ao festival anual internacional cous cous fest, que atrai turistas de várias partes do mundo.

Dica de San Vito lo Capo: Outros sabores que você não pode deixar de experimentar em San Vito: O caldo freddo- um tipo de sorvete com chocolate derretido, e a granita al Gelsomino- sorvete feito de uma flor muito perfumada da região.

Dia 4 - Descobrindo a Baia di Cornino

Descobrindo a Baia di Cornino
Baia di Cornino

Outra boa praia para conhecer na Sicília é Baia di Cornino, uma das belezas escondidas da Sicília. Falo escondida porque não é uma praia muito conhecida e só nos últimos anos passou a ser mais frequentada, principalmente pelos nativos, devido a uma enorme passarela de borracha que foi construída na areia e vai até o fundo mar, uma espécie de cais flutuante, que garante muita diversão, não só para os pequenos, mas também para os  adultos que curtem uma boa brincadeira na água.

A praia fica na cidade de Custonaci, aos pés do famoso Monte Cofano. É bem tranquila e ideal para família com crianças pequenas, e o melhor é que é livre (coisa muito rara na Itália). Lá as pessoas podem levar o seu próprio guarda sol e estender uma toalha na areia, se não quiserem usufruir do Nido (aqui as cabanas de praia são chamadas de Nido).
Essa foi a primeira vez que visitei o lugar e recomendo para quem quer curtir uma praia mais próximo de Trapani.

Dia 5 - Navegando na ilha de Favignana


Navegando na ilha de Favignana
Praia de Favignana

 Ainda falando de belas praias, Favignana, (ou Favinhana em Português)  não poderia ficar de fora do nosso diário de viagem, pois ela é a principal ilha do arquipélago de Égadas e a mais visitada da Sicília durante o verão. O ponto forte da Ilha é seguramente o mar, com águas calmas e claras que deixam qualquer um de boca aberta. O lugar é tão lindo que eu simplesmente não encontro palavras descrevê-lo. Vou deixar que imagens falem por mim:  https://www.facebook.com/pg/vooporai/photos/?ref=page_internal

Uma ótima maneira de desfrutar o mar de Favignana  é alugando um barco, que varia de 100,00 até 3.500,00 Euro ao dia, o que define o preço são as necessidades do cliente. Tem barcos Grandes, pequenos, a vela, a motor, enfim, pra todos os gostos e bolsos. Porém para alugar um barco sem condutor é preciso ter habilitação Náutica.

 Esse é um ótimo passeio para fazer em família ou em grupos grandes. Nós resolvemos viver essa experiência, junto com um grupo de amigos alugamos um barco para passarmos o dia inteiro entre mergulhos e relax naquelas águas que mais parecem uma enorme piscina. Passeio inesquecível e absolutamente recomendado.

Dia 6 - Passeio cultural no Templo e o Teatro grego de Segesta


Passeio cultural no Templo e o Teatro grego de Segeste.
Teatro greco de Segesta

 Quem visita a Sicília não pode deixar de conhecer a parte cultural dessa região rica de história. Nós começamos por Segesta, uma das cidades mais potentes da antiga Sicília Grega.

A cidade fica a meia hora de Trapani e abriga um importante Sítio Arqueológico, com muitas ruínas e monumentos da antiga civilização Grega. O primeiro monumento que se vê, logo na entrada é o Templo Grego, o mais bem conservado de todos, segundo historiadores, o mesmo foi construído  no final do século V a.C. Logo acima da colina tem um segundo sítio arqueológico, onde está o Teatro Grego, outro monumento importante daquela época. Para chegar até lá tem um ônibus que leva e traz os turistas com intervalos regulares.  O ingresso para visitar os dois Sítios custa só 6,00 Euro.

 Esse é um passeio muito interessante, que mesmo quem não gosta de história fica impressionado com as técnicas usadas para a construção dos templos, que resistiram ao tempo e estão de pé até hoje. Com certeza  um grande trabalho de engenharia.

Dica Sítio arqueológico de Segesta: Se você gosta de caminhar, uma boa opção é subir a colina para visitar o Teatro Grego a pé, assim conseguirá fazer boas fotos e aproveitar melhor a vista panorâmica e todas as belezas do lugar.

Dia 7 - Visitando a Duomo di Monreale


Visitando a Duomo di Monreale
Igreja Duomo di Monreale

A nossa próxima visita é a catedral de Santa Maria Nova,  mais conhecida como Duomo di Monreale.
A igreja faz parte do patrimônio histórico da Unesco desde 2015 e é o principal monumento arquitetônico de Moreale, região metropolitana de Palermo. Ela começou a ser construído a partir de 1174, pelo então Rei da Sicília Guglielmo II.

 Vista de longe parece uma igreja comum, mas por dentro revela-se uma belíssima obra de arte, capaz de impressionar até mesmo quem não entende de arquitetura como eu. A igreja é toda decorada a mão com minúsculos pedacinhos de mosaico, que juntos formam lindas composições. Técnica usada pelos Árabes, que deixaram sua influência na região.

Outra experiência muito interessante é visitar a torre da igreja: Passando por uma escada estreita que nos conduz através de muros ainda mais estreitos e escuros, onde só passa uma pessoa por vez, chegamos ao teto, de onde se tem uma vista privilegiada de toda a cidade.

Dica de Monreale: Aproveite para dar uma volta e degustar um bom jantar no centro de Monreale, que por sinal é muito charmoso e cheio de restaurantinhos sugestivos.

Dia 8 - O Valle dei Templi de Agrigento


O Vale dos Templos de Agrigento
Templo della concordia- Valle dei templi

Continuando a nossa viagem cultural, seguimos para Agrigento. Como a cidade fica mais afastada de Trapani, (a mais ou menos 2 horas), achamos melhor reservar um hotel lá para visitarmos com calma os pontos de nosso interesse que ficam nessa região.

No primeiro dia fomos visitar o maior Sítio arqueológico do mundo: O Valle dei Templi, (Vale dos  Templos) patrimônio histórico da Unesco desde 1997 e um dos lugares mais visitados da Sicília.

O Vale inclui vestígios de sete templos gregos, sendo que o mais importante e mais bem conservado de todos é o Templo da Concórdia, construído no século V a.C.

O sítio possui duas entradas, e encontrá-las não foi muito fácil, por que infelizmente no local não tem muitas indicações. Mas basta seguir a estrada, chegando na primeira rotatória vire a esquerda, mais pra frente tem a recepção para a entrada da parte baixa, onde o estacionamento é maior e o percurso é mais conveniente, na minha opinião.

O ingresso só para o Vale dos Templos custa 10 euros e o bilhete combinado Vale + Museu, € 13,50.  Vá preparado, pois a bilheteria não aceita cartões de crédito.

 Vistar o parque exige uma certa disposição física, porque o lugar é realmente grande, são 1300 hectares, a serem explorados em uma caminhada de quase um dia. Mas garanto que diante de tanta história a gente nem percebe o tempo passar. Visitar o Vale dos templos é como fazer uma viagem direto ao passado.

O sítio possui duas entradas, e encontrá-las não foi muito fácil, por que infelizmente no local não tem muitas indicações. Mas basta seguir a estrada, chegando na primeira rotatória vire a esquerda, mais pra frente tem a recepção para a entrada pela parte baixa, onde o estacionamento é maior e o percurso é mais conveniente, na minha opinião.

O ingresso só para o Vale dos Templos custa 10 euros e o bilhete combinado Vale + Museu, € 13,50.  Vá preparado, pois a bilheteria não aceita cartões de crédito.

Dicas do Vale dos Templos:  Durante o verão a região da Sicília é muito quente, e como no parque tem pouca sombra, é melhor evitar de caminhar nos horários mais quentes. Vá bem protegido contra o sol para desfrutar melhor esse belíssimo passeio.

Outra coisa: As lanchonetes são bem distantes, e dentro do parque só tem alguns distribuidores automático, que precisa caminhar bastante até encontrar um, então como eu sempre falo- leve a sua garrafinha d'água e o seu lanche.

Dia 9 - A Scala dei Turch de Agrigento

 A Scala dei Turch de Agrigento
Scala dei Turch

Segundo dia em Agrigento, fomos  conhecer a Scala dei Turch (escada dos turcos,) um dos lugares mais incríveis da Sicília e único ao mundo.

O lugar é formado por paredes de argila branca, que esculpidas pelo vento ao longo dos anos, formaram vários degraus, alguns são tão bem feitos que fica até difícil de acreditar que são somente obra da natureza.

O contraste das paredes brancas que se erguem do mar, com o verde da água, formam uma paisagem espetacular. Mas quem se aventura a dar um mergulho precisa ter cuidado, pois o mar tem bastante pedra e costuma ser agitado.

Uma coisa muito divertida que fazem lá é deslizar nas pedras, empurrados pelas fortes ondas. Nós não resistimos e acabamos entrando na brincadeira. Eu saí com um joelho ralado, mas o que seria a vida sem essas aventuras.  😂😂😂😂😂

 A praia onde fica as falésias é muito frequentada e os turistas disputam cada espaço nas pedras para fazerem picnic, enquanto outros esperam até o entardecer para tomarem champagne admirando o por do sol da parte mais alta dos degraus.

Dia 10 – Erice, meu cantinho preferido da Sicília


Erice - meu cantinho preferido da Sicília
Borgo de Erice ao anoitecer


Para fechar as férias com chave de ouro, fomos visitar Erice, um antigo Borgo Medieval, construído no topo da montanha mais alta de Trapani.

Para chegar até lá tem o bondinho (Funivia em italiano), que normalmente funciona até as 20:00, já no período de férias funciona até 00:00. Outra alternativa é ir de carro.
 Eu particularmente prefiro subir com o bondinho, porque além de ser mais rápido é muito divertido e não precisamos nos preocupar com estacionamento, que dependendo do período é bem difícil de encontrar.

O Borgo é tão pequeno quanto encantador, possui somente 512 abitantes, número que duplica no período de férias. Uma das coisas que mais chamam atenção no lugar são as ruas de pedra originais e ainda intactas. Das coisas que tem para fazer em Erice, essas são indispensáveis: Visitar o milenar Castelo de Venere, caminhar pelas ruas estreitas e se encantar com as casas rústicas com flores na janela, degustar uma Cassatella quentinha sentada no terraço panorâmico da famosa Pasticceria Maria Grammatico, (parada obrigatória para todo turista), admirar a vista privilegiada das ilhas Égadas e outras belezas a perder de vista em volta da Montanha. Enfim, esse é um daqueles lugares que apesar de pequeno nunca falta o que ver e fazer, por isso costumo dizer que ele é o meu cantinho preferido da Sicília. Que não é totalmente verdade, pois meu marido observou que todo lugar que visito pela primeira vez, passa a ser o meu preferido dali em diante.  😂😂😂😂😂

Dica de Erice: Não se deixe enganar com a temperatura de Trapani, pois ela pode passar de 40ºC para 10ºC, em cima da montanha. Leve um casaco bem quentinho, mesmo que esteja morrendo de calor. 

Em Erice termina o nosso diário de viagem na Sicília, uma belíssima experiência de 10 dias entre mar e cultura, que espero sirva de inspiração para você que está pensando em fazer uma viagem para essa região da Itália.


Resumo:
Dia 1 - Passeio de barco nas Ilhas de Favignana e Levanzo
Dia 2 - Trilha a pé na Riserva naturale dello Zingaro
Dia 3 - Relax na Praia de San Vito lo Capo
Dia 4 -  Descobrindo a Baia di Cornino
Dia 5 -  Navegando na ilha de Favignana
Dia 6 - Passeio cultural no Templo e o Teatro grego de Segesta
Dia 7 - Visitando a Duomo di Monreale.
Dia 8 -  O Valli deiTempli de Agrigento 
Dia 9 - A Scala dei Turch de Agrigento
Dia 10 – Erice,  meu cantinho preferido da Sicília.


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